Qualidade de Vida: É possível viver bem?

Nosso corpo reage a todo momento a novas situações, como o clima, a fome, as doenças e ao tempo. Nosso intuito é o de viver muito, e muito bem! Mas é possível chegar-se a 60, 70 e até 90 anos com qualidade e prazer na vida?

Se o nosso corpo sempre reage aos estímulos externos podemos criar apenas estímulos que nos provoquem prazer e alegria e que promovam a saúde. Assim, acordar cedo (e acreditar que será um bom dia!), fazer caminhadas em parques e lugares alegres, encontrar amigos, conversar somente sobre boas coisas é apenas o começo. Praticar esportes leves, mas sempre estar se mexendo alimenta o corpo com a energia da saúde.

Cuidar de um jardim, cuidar de animais (que são grandes companheiros), ter um hobby como a boa leitura, pintura, tricô, crochê, tocar música ou simplesmente cantar são uma outra parte boa da procura pela vida longa e feliz.

A alimentação sadia, sem gordura e rica em verduras e frutas, sempre saindo da mesa com um pouquinho de fome, ou seja, fugir da gula que tanto nos aumenta o colesterol e o diabetes. Dividir o alimento com quem necessita talvez seja a nossa melhor atitude com os alimentos.

Mas o principal é ter sempre a mente com bom humor, aberta, nunca reclamar da vida, do tempo, da falta de dinheiro, das doenças. Meu pai dizia: “Eu que não tinha sapatos, encontrei um homem que não tinha pés!”. Mesmo do alto de uma cadeira de rodas a felicidade é possível se soubermos explorar toda a nossa potencialidade e limitações. Mesmo nos últimos segundos de nossa existência ainda podemos ajudar e ensinar a quem precisa.

Viver bem, dividir, ajudar, estender as mãos a quem nos pede: este é o caminho suave e feliz para os 100 anos com qualidade de vida!

Viva bem!

Dr.Roberto Antonio Aniche
Médico Ortopedista da
Clínica da Vila

Matéria do Informativo da ONG La Salle, Vila Guilhermina, de março/2005